domingo, 17 de abril de 2011

Sejamos gays juntos.



 Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mudei de atitude, mudei de pensamentos, mudei meu jeito, mudei minha cabeça. Mas o meu coração continua o mesmo, no final não mudei nada realmente.


Eu queria voltar para minha infância, porque quando eramos crianças, esse era o nosso maior medo… Mas hoje em dia, um coração partido assusta bem mais.


E o irônico é a máscara que me toma. A máscara que sorrir, ri. O ser que fala, brinca, abraça, beija, ama… Mas isso só lá, quando é a hora de ser pelos outros e não por mim. Porque aqui… Porque por mim… A realidade que tenho, me tira o riso, o sorriso, a voz, a vontade, a capacidade. Afinal qual será a verdadeira face?
Eu cansei de brincar, de esperar. De sonhar.
Eu não sei se ainda consigo sorrir… não sei se ainda quero amar.

terça-feira, 5 de abril de 2011


Eu adoraria fugir... sumir por uma semana como de costume.
E voltar mudada, alguém completamente diferente.
Fria... Inabalável de novo.
Queria dar um tempo de tudo, não atender ao telefone, não responder as mensagens.
Esconder-me debaixo do cobertor e chorar... até não suportar mais o cansaço.
Queria não crescer mais, voltar a ser a garota de sexta série que só sabia se divertir.
Mas eu não sou mais aquela criança, não posso mais ser.
Antes eram birras, caprichos, mimos não recebidos que me faziam chorar.
E era bem mais fácil, parar de chorar por futilidades,
Do que parar de chorar por um coração em pedaços.
Antes eu dizia o que eu queria, e sabia que ia ter.
Não porque iam me dar, mas por saber que eu era boa o suficiente pra ter e manter.
Hoje, o medo e a insegurança me tomam, eu não pareço suficiente pra nada.
Antes eu tinha a certeza de que ao menos uma pessoa estaria comigo até o final, e eu com ela.
Hoje... ela já me tira as esperança.
E eu não posso fugir, não posso fraquejar.
Eu tenho que lutar, lutar pra ser feliz.
Lutar pra fazê-las feliz.
Nada está acima disso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu queria ter ligado, mas não tinha como.
Eu queria te falado, mas não consegui.
Eu queria parar de reclamar e agir.
Mas eu realmente não sei o que fazer.
Se eu quiser chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
E é humano se ferir
Parece absurdo
Mas tente aceitar
Que os heróis também
Podem sangrar
Posso estar confuso
Mas vou me lembrar
Que os heróis também podem sonhar
Super-Herói - Sandy e Junior.